quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Novamente a Dengue nos ronda

Prestes a completar um ano após minha última atualização desse mesmo blog onde falava justamente sobre dengue volto a comentar sobre o assunto de uma forma mais instrutiva.
Recentemente tive a honra de compartilhar no facebook uma informação importante dentro do contexto que vivenciamos atualmente no que diz respeito à dengue, Zicka e febre Chikungunya.
Achei um site interessante  cujo comentário de um veterinário me chamou muito a atenção. Portanto quero compartilhar com todos os que  visitarem este blog.



Deixar Água Parada é a Solução contra a Dengue e Não o Problema, diz Doutor

A melhor estratégia para combater o mosquito Aedes Aegypti - transmissor da dengue, febre chikungunya e Zika vírus - é retirar do ambiente todos recipientes que acumulem água limpa? Se a pergunta for feita para o doutor em Doenças Tropicais e Saúde Internacional André Luis Soares da Fonseca a resposta será não!
<"Retirar potinhos de água não adianta nada. É uma estratégia errada. Você tem é que colocar potinhos de água para a fêmea do mosquito botar os ovos, depois basta você jogar a água fora e estará eliminando o problema", ensina André Luis que é médico veterinário e professor de Imunologia na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).



O professor explica que é adepto da estratégia em sua casa e ensina aos seus alunos na universidade. "Retirar os potinhos de água não funciona. Estamos fazendo isso há 10 anos e não resolve", analisa.
"Depois de botar o ovo, o mosquito morre. Você tem que colocar os potinhos de água em lugares que você se lembre de retirar depois que a fêmea botar os ovos. Ao menos três vezes por semana, você deve jogar a água fora. Se eu retirar todos os potinhos, o mosquito vai procurar a caixa da água ou locais escondidos, que eu não vou achar. Ajudando o mosquito a botar os ovos estou sendo mais inteligente do que ele", acredita.

A proliferação do mosquito se deve a um "desequilíbrio ambiental imenso", segundo o professor. Para ele, a teoria da higiene também está ajudando a aumentar a população do Aedes e demais mosquitos. "Quem contra a população de mosquitos, as aranhas e lagartixas. Porém, você não as vê mais nos ambientes", diz.
André Luis ataca também o fumacê amplamente usado pelas prefeituras para combater o Aedes. "Isso não funciona e agride o meio ambiente. O inseticida polui os mananciais de água. Isso não tem efeito biológico contra dengue. Quando você usa o fumacê para matar o mosquito, você também mata a aranha", explica.
O doutor alerta que, diante da falta de predadores, os mosquitos se tornaram o topo da cadeia alimentar, num grave desequilíbrio ambiental. Para ele, a saúde pública no Brasil carece de críticas fundamentadas. "Hoje o País gasta milhões de reais em estratégias que não funcionam (...) Quanto mais se usa inseticidas, mais estamos agravando a situação da dengue, pois estamos eliminando não só os mosquitos, mas seus predadores", critica.
Porém, ele enaltece as iniciativas científicas, como os mosquitos transgênicos estéreis que foram soltos em fase de teste no interior de São Paulo. Após liberado, o macho de DNA alterado fecunda a fêmea que produzirá ovo infértil, impedindo o nascimento de novos mosquitos. "Isso sim é ciência, é eficaz de verdade. Deveríamos investir em tecnologias desse tipo", propõe.
Fonte: Diário Digital
http://www.saudecuriosa.com.br/deixar-agua-parada-pode-ser/

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Dengue: problema de saúde pública, responsabilidade de todos nós


Além de bacharel e licenciado em biologia sou também Agente de Controle de Endemias por 12 anos e ao longo de minha experiência profissional na área, percebo que a dengue representa um problema a todos nós ao longo dos anos, mesmo com a quantidade de informação disponível nos telejornais e jornais escritos e mais ainda, na internet onde essas mesmas informações estão disponíveis em profusão, mais que em qualquer outro meio de comunicação. São publicações e mais publicações a respeito dessa doença e também de uma outra doença de nome estranho transmitida pelo Aëdes aegypti: febre chikungunya. Autoridades públicas da área de saúde, seja do meio científico ou administrativo não medem esforços para combater o vetor dessas enfermidades. Mesmo com tanto empenho, percebe-se que estamos em desvantagem, pois somente medidas profiláticas oriundas de um só lado não resolvem a situação, pois com a população não se conscientizando de seu papel no combate a esse vetor e na proliferação da dengue dificilmente conseguiremos amenizar nossa situação e estaremos a cada ano, sujeitos a surtos mais severos da doença em nosso meio. Por mais que se fabrique vacinas e campanhas sejam promovidas sem que para isso as pessoas olhem para dentro de suas casas e olhem o que tem de água parada e que contribuam para a proliferação do mosquito.

http://g1.globo.com/pa/para/especial-publicitario/hapvida/noticia/2014/11/saiba-como-diferenciar-dengue-da-febre-chikungunya.html

http://sintomasdadengue.net.br/mosquito-da-dengue/

 

Meio Ambiente em Monte Carmelo







 
Ao andar pela nossa Monte Carmelo, seja a trabalho ou mesmo a passeio, nos deparamos com algumas situações intrigantes ou mesmo curiosas no que diz respeito a meio ambiente.

            A primeira delas e talvez a mais evidente seja a situação de nosso córrego Mumbuca (vulgo córrego bosteiro) que atravessa nossa cidade com os dejetos de esgoto que recebe ao longo de seu curso que juntamente com o lixo jogado pelos populares próximos ou transeuntes que por ali o deixam, exalando um forte cheiro, oriundo da decomposição da matéria orgânica ali presente, cheiro este que é motivo de incomodo constante para as pessoas que moram nas proximidades e para os cidadãos que vez ou outra necessitam passar nas vias que margeiam o seu curso.

            As margens do rio, frequentemente com mato alto, as encostas de pedra desmoronando e lixo em suas margens são motivos de preocupação de muita gente que por ali moram, pois podem causar transtornos como mau cheiro, atrair animais como ratos que procuram por restos de comida, escorpiões que se escondem entre entulhos, lixo e entre as pedras usadas para contenção das margens do leito do rio e na época do calor, servir de criadouros para mosquitos e outros insetos, haja vista que com o período de estiagem a vazão de água ao longo do leito do rio diminui, ficando assim mais estática, formando algumas pequenas poças de água, favorecendo assim a procriação e o desenvolvimento desses insetos.

            Visitando algumas cidades vizinhas pude perceber que apesar de também terem seus córregos passando pela cidade, a estrutura construída ao longo deles é bem mais apresentável que a nossa, pois parte deles é pavimentada. Como exemplo podemos citar Coromandel e Patrocínio.

            Outro problema bem comum em nossa cidade é a quantidade de lixo em lugares que ele não deveria estar como lotes vagos, ruas margens do córrego ou mesmo no centro da cidade onde vemos copos latas, fraudam sujas (em lotes ou quintais), restos de alimentos a atrair ratos, digo ratos e não cuícas já que cuícas são marsupiais silvestres parentes próximos dos gambás que não são encontrados com grande facilidade no meio urbano, inclusive se encontram em risco de extinção, ao contrário de nossos ratos e ratazanas que são bem numerosos em nossa cidade devido aos depósitos de lixo improvisados que construímos para eles, colaborando assim para sua presença e estadia em nosso meio.

            Quando digo colaborando é porque somos colaboradores ativos de toda essa situação que presenciamos em nosso dia a dia, pois o lixo e mesmo alguns animais mortos que aparecem nesses locais não aparecem lá sozinhos ou andam com as próprias pernas até onde são depositados. Normalmente são jogados lá por pessoas que não tem noção do impacto dessas ações para suas próprias vidas, ou que não pensam que simplesmente estão transferindo o problema de lugar ao invés de resolvê-lo de uma forma mais definitiva.

            O mais interessante disso tudo é que muitas vezes essas mesmas pessoas reclamam dos problemas oriundos dessas atitudes desmedidas.  Falam do mosquito da dengue incomodando, mas não tomam cuidado com os lixos que jogam nos lotes e nem com os depósitos de água que deixam em suas próprias casas, servindo de criadouros para os mesmos, acham ruim as visitas frequentes de ratos, ratazanas, camundongos e demais animais que proveem de toda essa problemáticas, mas nada fazem para mudar isso, ao contrário, continuam a despejar seus lixos em lugares impróprios e acham que o poder público é obrigado a dar conta disso tudo sem que essa mesma população cumpra com sua parcela nessa tarefa que é de todos.

            O poder público, por sua vez, quase nada faz e quando o faz é de forma ineficaz com medidas paliativas que nada resolvem, promovendo mutirões de limpeza que nada mais servem do que deixar tudo limpo para que a população suje novamente para que o mesmo órgão publique coloque seus funcionários a limpar novamente pra que seja sujo novamente e assim sucessivamente em um ciclo vicioso colocando o povo mal acostumado, haja vista que é muito cômodo a população continuar sujando tendo em vista que sempre terá o poder público pra limpar para ela sem que uma politica socioambiental e educacional seja promovida de forma eficaz e permanente.

            O que mais me deixa perplexo diante dessa problemática é que estamos em pleno século XXI, com internet e a vasta quantidade de informação trazida por ela e por outros meios de comunicação, ainda temos tais medidas a ser tomadas diante de tais problemas aparentemente tão simples, o que me faz pensar em duas coisas: não é interessante que esses problemas sejam resolvidos tendo em vista a possibilidade de se explorar o problema para fins políticos e que talvez a questão não seja somente falta de informação e sim também de conscientização e educação, tanto a educação adquirida no berço como aquela conquistada nas escolas através do conhecimento obtidos pelos nossos mestres e pelos livros.

            Sem mais delongas, em Monte Carmelo existem vários outros problemas de cunho ambiental que já deveriam receber uma atenção maior por parte de nossos gestores públicos, seja das gestões passadas ou mesmo da atual, que se não fossem pelo nosso tradicional jogo de empurra empurra  poderiam estar pelo menos mitigados senão resolvidos.

            A questão das queimadas no perímetro urbano de Monte Carmelo a consumir nosso cerrado local; o saneamento básico precário precisando de uma melhor estrutura cito aqui como exemplo a cidade de Patrocínio que já disponibiliza de uma verba de R$ 17 (dezessete milhões de reais) para a construção de uma nova estação de tratamento de água que ira atender a cidade pelos próximos cinquenta anos enquanto a nossa ETE (Estação de Tratamento de Esgoto), tão simples e tão singela, que nem mesmo sabemos  se ela atende a atual necessidade de Monte Carmelo custou aos cofres públicos cerca de 12 milhões, segundo informações de pessoas bem informadas de nossa cidade; as erosões mencionadas por alguns moradores de bairros como o campestre e que frequentemente são utilizadas por pessoas de má índole, fato que se repete com a matinha, um lugar tão maravilhoso que poderia ser utilizada como área de educação ambiental para que alunos e os nossos filhos fossem educados a preservar e respeitar a natureza está hoje abandonada entregue a usuários de drogas e pessoas que praticam macumbaria por ali, isso quando não esta sendo engolida silenciosamente por condomínios e por fazendas.

            Esses são somente alguns exemplos de situações que poderiam ser melhoradas em nossa cidade com a ajuda conjunta de população e governo público trabalhando para a melhoria de nosso meio ambiente que tanto nos oferece e que é tão agredido por nós.

            Sinceramente espero que as atuais gestões e as futuras também possam explorar melhor essas ideias de forma a proporcionar para a cidade um meio ambiente mais saudável e harmônico para as futuras gerações. Essas são as minhas expectativas enquanto pessoa e profissional.

            Enquanto isso não acontece, deixo aqui um exemplo vivo de que a natureza encontra seus meios pra sobreviver e continuar seguindo diante de tantas adversidades impostas por nós.

 
Essa garça branca foi fotografada por mim às margens do córrego Mumbuca, vulgo córrego bosteiro em um de seus pontos mais poluídos.
Essa garça branca foi fotografada por mim às margens do córrego Mumbuca, vulgo córrego bosteiro em um de seus pontos mais poluídos.
 
 

Questionamentos que Tocam a Alma

 
Ao ler o livro "O Vendedor de Sonhos" de autoria do renomado psiquiatra Augusto Cury me encantei com uma passagem que ao meu ver resume bem nosso ser tanto do ponto de vista biológico quanto pelo campo mental e religioso. Não farei apologia a nenhuma religião em específico, pois essa não é a intenção do blog Biólogos de Plantão, haja vista que o mesmo foi criado em sua essência para abordar assuntos de interesse técnico-científico sobre biologia e afins. Como a citação, em parte, faz alusão a tais interesses, optei por cita-la aqui nesse blog para que quem a ler possa ter uma reflexão sobre a mesma.

"Eu lhe respondo se primeiramente me responder. De que fonte filosófica, religiosa ou científica você bebeu para defender a tese de que a morte é o fim da existência? Somos átomos vivos que se desintegram para nunca mais resgatar a sua estrutura? Somos apenas um cérebro organizado ou temos uma psique que coexiste com o cérebro e transcende seus limites? Que mortal o sabe? Que religioso pode defender seu pensamento se não usar o elemento da fé? Que neurocientista pode defender seus argumentos se não usar o fenômeno da especulação? Que ateu ou agnóstico pode defender suas ideias sem margem de insegurança e sem distorções?" (CURY, A. J.; O Vendedor de Sonhos O Chamado. 8. ed. São Paulo: Editora Academia de Inteligência, 2008. 25 p.)

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Questão Polêmica sobre a dengue

A dengue tem sido um problema constante há muito tempo em nosso cotidiano. Graças ao clima tropical, a falta de higiene dos habitantes e a ausência de politicas públicas eficientes o mosquito transmissor da doença encontra uma facilidade muito grande para sua procriação, ficando assim mais perto de nós a cada dia. Dados estatísticos são divulgados todos os dias dizendo que cerca de 80 a 90% dos focos encontrados na zona urbana estão em residências cujos criadouros são propiciados pelos próprios moradores.
Escrevo esses dados porque essa semana, ao trabalhar como ACE me deparei com uma situação interessante, fui informado por um cidadão de bem de que precisaria de uma detetização preventiva contra mosquitos em um lugar público da cidade onde trabalho. Repassei o recado para minha chefia imediata e posteriormente à minha chefia geral, o que ocasionou uma certa polêmica , pois me informaram que a mesma não poderia ser feita uma vez que deveríamos controlar os focos e não os mosquitos adultos. Questionei o que seria feito com os mosquitos que foram gerados antes que o foco fosse encontrado ou mesmo com os mosquitos que ali depositaram seus ovos, haja vista que a detetização não poderia ser permitida. Não obtive resposta por parte dos nossos especialistas da área. O que tive foi uma aula de um rapaz que trabalha em nosso setor e que se diz educador sanitário sobre os mecanismos de resistência do mosquito ao inseticida, mecanismo esse que como biólogo conheço bem. Portanto quero deixar aqui no blog Biólogos de Plantão uma pesquisa e ao mesmo tempo um pedido de ajuda: Será mesmo que devemos atacar somente um estágio do mosquito para que haja o devido controle, digo controle e não erradicação do mosquito e por conseguinte o controle da dengue? Seria essa resposta desse senhor que mal tem a quarta serie procede? Aguardo a opinião valiosa de meus colegas biólogos mais experientes que eu.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

A Natureza Encontra Seus Meios

Ovinhos no Ninho em Minha Casa
Em meio a tantas dificuldades do dia a dia a natureza sempre dá um jeito de chamar a nossa atenção para as coisas belas que ela nos proporciona. 
Dessa vez ela me pregou uma peça ao permitir que no pé de bambuzinho plantado em um pequeno vaso em minha casa, fosse feito um pequeno e singelo ninho com dois ovinhos pequeninos depositados nele com amor e carinho por uma passarinha toda linda cuja espécie ainda desconheço.
Mamãe Dedicada chocando seus Ovos
Para não passar por mentiroso na história tirei fotos do ninho com os ovos e com a passarinha chocando os pequeninos ovos em seu pequeno ninho.
Até a presente data desta postagem, os ovos já chocaram e agora tanto ela quanto o passarinho que julgo ser o macho estão cuidando de sua linda proli que ainda prometo mostrar nesse blog.
A natureza sempre encontra seus meios para se adaptar ao progresso que açoita espécies em seu habitat natural, modificando-o ou até mesmo destruindo-o.   

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Foto tirada por mim, Murilo Antônio em Zoológico em Belo Horizonte-MG
Os Répteis e suas peculiaridades

Os répteis em ralação aos seus antecessores anfíbios, desenvolveram características bem peculiares que lhes permitiram uma melhor sobrevivência em meio terreno sem que estes ficassem dependentes ou vinculados à água. Uma dessas características, comum às aves e mamíferos é o desenvolvimento de seus óvos que poderiam ser depositados em terra ao contrário dos répteis que necessitavam da água para que suas crias tivessem mais êxito em sua procriação, além da evolução no aparelho respiratório que passou a ser pulmonado ao invés de cultânea e pulmonar (anúrios) ou brâquias no caso das salamandras.
Possuem pele escamosa (serpentes), com estrutura placóides como os crocodilianos ou em forma de carapaça como nos cácados, tartarugas e jabutis
Durante milhões de anos os répteis foram os vertebrados mais bem sucedidos em toda a tera e atualmente constituem uma classe com mais de 8 mil espécies catalogadas que vivem principalmente em ambientes quentes e úmidos. Normalmente são pecilotermicos, com sua temperatura corpórea variando de acordo com a temperatura ambiente, necessitando assim dos ambientes quentes para se aquecerem.
São representantes desses vertebrados as tartarugas, crocodilos (sendo os crocodilianos a única classe dos répteis que possuem coração tetracavitários), cobras e largatos.
Alguns répteis tem características interessantes, como as largatixas que despistam seus inimigos perdendo parte de sua cauda em uma tentativa de fulga, vindo esta a crescer posteriormente, o dragão de Komodo que é considerado o maior dos largatos e ao contrário do que muita gente pensa, não possui veneno na sua boca e sim uma grande quantidade de bactárias que podem ser fatal em suas vítimas caso as mesmas venham a escapar desse grande largato mas com ferimentos que podem provocar infecções severas levando a vitima a morte de uma maneira ou de outra. O monstro de gila (Heloderma suspectum), que é o único largato que possui veneno e vive no México e as famosas cobras e serpentes sejam elas venenosas ou não, fazem parte desses vertebrados chamados Répteis.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Importância do Idioma Inglês no dia a dia

A cada dia o idioma Inglês se faz necessário no mundo globalizado a qual estamos. Seja no meio cientifico ou no dia a dia a opção por dominar esse idioma é cada vez maior. Revistas e artigos científicos de várias áreas são publicados em inglês  por todo o globo e lidos por cientistas de todo o mundo. Veja só o que diz o site http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/a-Importancia-Da-Lingua-Inglesa/2126.html.

A Importancia Da Lingua Inglesa

A Importancia Da Lingua Inglesa

A importância da lingua inglesa nos dias atuais
A língua inglesa é IMPRESCINDÍVEL nos dias atuais, pois a globalização faz com que se torne algo FUNDAMENTAL. O Inglês é a língua internacional, a língua dos estudos, das viagens, dos negócios, enfim, a língua da COMUNICAÇÃO com todo o MUNDO.
Todos os dias nós convivemos com uma série de palavras em inglês, daí percebemos a IMPORTÂNCIA e a INFLUÊNCIA que exerce sobre a nossa cultura. Veja abaixo alguns exemplos de palavras em Inglês que usamos em nosso cotidiano:

jeans, shopping center, pet shop, lan house, pit stop, pen drive, notebook, laptop, palmtop, internet, web site, windows, word, download, big, delivery, baby, stress, look, fast food, fashion, e-mail, messenger, outdoor, hot dog, milkshake, light, hamburger, drink, happy hour, diet, light, fitness, crazy, show, rock, design.
No MERCADO DE TRABALHO, o Inglês virou atributo ESSENCIAL para a conquista da maioria das vagas de nível universitário. Quantas vezes você já ouviu alguém dizer: “Perdi a oportunidade, pois não sei Inglês”. Pois é, mesmo que o candidato não vá utilizar o Inglês ou vá utilizar muito pouco em seu novo emprego, somente o fato de saber Inglês, já é um diferencial em seu currículo. Pesquisas salariais revelam que o salário de uma pessoa que tem um segundo idioma é de 30% a mais em relação ao salário de outra que tenha apenas um idioma.
Com a GLOBALIZAÇÃO, muitos brasileiros têm ido ao exterior para estudos, negócios e férias. Da mesma forma muitos estrangeiros também têm vindo para o Brasil com as mesmas finalidades. Nestas horas qual a língua mais comum que utilizamos para comunicar-nos com os estrangeiros? O INGLÊS.

Sendo assim, ou você domina o Inglês ou o resto do mundo engole você

Origem da vida

A origem da vida contada pelo site http://www.professorjarbasbio.com.br/vida.htm é muito interessante. Vejam só.



A origem da vida

O homem vem ao longo do tempo tentando desvendar, o que seria provavelmente o maior acontecimento de todos os tempos. A sua própria origem. Há mais de 2000 anos, Aristóteles (filósofo grego) acreditava que os seres vivos surgiam a partir da matéria bruta do meio, era a chamada geração espontânea ou abiogênese.
Vários pensadores reforçavam esta idéia, que perdurou até a metade do século XIX.

Abiogênese X Biogênese
No século XVII, começaram a surgir sábios com novas idéias, que não aceitavam a abiogênese, utilizando métodos científicos, para desmascará-la.
Na Itália, Francesco Redi (1626 -1698) demonstrou que as larvas de moscas que se desenvolvem em carne em putrefação ou no interior de frutos surgem a partir de ovos ali depositados anteriormente por outras moscas.
Um século após a experiência de Redi, a discussão ainda continuava.
Somente na metade do século XIX, que a abiogênese sofreu seu golpe final, quando um cientista francês, Louis Pasteur (1822 – 1895), preparou um caldo de carne, que é um excelente meio de cultura para micróbios, e submeteu-o a uma cuidadosa técnica de esterilização, com aquecimento e resfriamento bruscos. Hoje, conhecida como “pasteurização”.
Em seguida, o caldo de carne era conservado no interior de um balão “pescoço de cisne”.
Devido ao longo gargalo do balão de vidro, o ar penetrava no balão, mas as impurezas ficavam retidas na curva do gargalo. Desta maneira nenhum micróbio conseguiria chegar até o caldo de carne.

Como surgiu o primeiro ser vivo?
Com o fim da abiogênese, ficou evidente que “todo ser vivo é proveniente de outro ser vivo”. Logo, surgiu à pergunta: COMO SURGIU O PRIMEIRO SER VIVO ?
Muitas hipóteses foram formuladas. Somente em 1930, finalmente, apareceu uma nova hipótese, criada por Aleksandr Ivanovitch Oparin, lançada integralmente no livro A origem da vida.


A Terra primitiva e a Teoria de Oparin
A Terra tem aproximadamente 4,5 bilhões de anos, a vida teria surgido à cerca de 1,5 bilhão de anos.
Na atmosfera primitiva da Terra, existiriam metano (CH4), amônia (NH3), hidrogênio e vapor de água. Sob altas temperaturas, e na presença de centelhas elétricas e raios ultravioletas, esses gases teriam se combinado, originando os aminoácidos, que ficariam flutuando na atmosfera. Com a saturação da umidade da atmosfera, formaram-se as primeiras chuvas, arrastando os aminoácidos para o solo. Submetidos ao aquecimento prolongado, os aminoácidos teriam se combinado uns com os outros em reação de desidratação, formando as proteínas.
As chuvas levariam essas proteínas para os mares primitivos, enriquecendo as águas com uma espécie de “sopa de proteínas”
Na água, as proteínas dissolvidas formaram os colóides, que se aglutinaram formando os coacervados.
Esses coacervados englobavam moléculas de nucleoproteínas, organizando-se em gotículas delimitadas por uma membrana lipoprotéica, surgindo assim às primeiras células.
Por serem estruturas muito simples, ainda não dispunham de um equipamento enzimático, capaz de realizar fotossíntese. Eram, portanto, heterótrofos. Só mais tarde surgiram as células autótrofas, mais evoluídas. Permitindo o aparecimento dos seres com respiração aeróbia.

As experiências de Miller e Fox
Oparin, não teve como provar sua hipótese. Mas, em 1953, Stanley Miller, na Universidade de Chicago, realizou em laboratório a experiência, utilizando O aparelho de Miller.
Miller submeteu os gases primitivos, submetendo-os a faíscas elétricas. Depois de algum tempo obteve acumulo de orgânicas numa determinada região do aparelho, entre as quais aminoácidos.

Em 1957, baseado nos experimento de Miller, Sidney Fox, também norte-americano, aqueceu uma mistura seca de aminoácidos, e constatou a presença de proteinóides (molécula protéicas com poucos aminoácidos), numa evidencia de que os aminoácidos teriam se unido através de ligações peptídicas, numa síntese, por desidratação.


O surgimento dos autótrofos e aeróbios
Segundo os experimentos de Miller e Fox os primeiros seres teriam sido heterótrofos fermentativos.
Os mares puderam sustentar os heterótrofos ao longo de milhões de anos, tempo suficiente para que em alguns deles tivessem surgido moléculas capazes de absorver energia luminosa e um equipamento enzimático capaz de promover reações de síntese que culminariam com a transformação de moléculas simples em moléculas orgânicas complexas (fotossíntese). Segundo a hipótese heterotrófica, os principais fenômenos bioquímicos conhecidos surgiram na Terra na seguinte seqüência:

Fermentação ----> Fotossíntese -----> Respiração Aeróbica


A evolução das espécies

A biodiversidade. Que mecanismo propiciou essa imensa variedade de seres vivos?
Algumas teorias da evolução mostram como este fato foi possível:
- As espécies vivas são passíveis de modificações e, portanto podem sofrer alterações morfológicas.
- As espécies atuais surgiram de outras preexistentes.
- As diversas características de uma espécie, podem contribuir para sua adaptação as condições existentes num certo meio.
A evolução é um processo de mudança através do qual os seres vivos se diversificam, dando origem a novas espécies.

Fixismo ou crença na criação especial e Evolucuionismo
Atualmente não existem mais dúvidas de que os seres vivos descendem de ancestrais comuns. Os seres vivos, desde o aparecimento da vida na face da Terra até os dias atuais vêm se diversificando: novas espécies têm surgido e outras têm se extinguido.
Quanto ao processo evolutivo das espécies os sábios estavam divididos em duas correntes: os fixistas e evolucionistas.
Entre os fixistas, se destacavam Cuvier e Lineu, que não admitiam o fenômeno da evolução.
Segundo Cuvier, as espécies atuais já existem desde a origem do mundo, apenas justificando o desaparecimento de algumas, sugerindo a ocorrência de catástrofe periódica, que teriam abalado o planeta.
Lineu dizia que, as espécies são tantas quantas saíram das mãos do criador.
O fixismo é o nome que se dá à teoria que, defende a idéia de que todas as espécies de seres vivos foram criadas por inspiração divina tal e qual existem atualmente, isto é, que estas espécies não se modificaram desde a sua criação até os dias atuais.

O Evolucionismo
Os evolucionistas ou transformistas encontraram seus pontos fortes em Jean Baptista de Monet de Lamarck (1744 – 1829) e Charles Robert Darwin (1809 – 1822).

A Teoria de Lamarck
O Lamarquismo se fundamentava em dois princípios básicos:
- Os órgãos estariam sujeitos a hipertrofias a atrofias em decorrência do uso excessivo ou do seu desuso – Lei do Uso de do Desuso.
Essas alterações estruturais dos órgãos, adquiridas durante a vida, por influência do meio, seriam transmissíveis por hereditariedade.
Erros de Lamarck
Lamarck apontava o que sucede com os atletas de halterofilismo e com os paralíticos, onde no primeiro caso a musculatura por ser muito solicitada aumenta de tamanho, ao passo no segundo caso, não havendo se devido uso, ela se atrofia.
Os escritores, estudantes, costureiras e escultores teriam progressivamente a visão melhorada.
Outro erro foi de admitir que os caracteres adquiridos se transmitissem por hereditariedade.
Segundo ainda Lamarck, a girafa teria sido portadora, inicialmente de pescoço curto. Pelo hábito de se alimentar de folhas colhidas nas partes altas das árvores, teve o pescoço e os membros anteriores gradualmente alongados. Cada novo aumento teria sido transmitido a geração seguinte.


O Darwinismo
No século passado, dois naturalistas, Darwin e Alfred Russel Wallace, propuseram outra teoria sobre a evolução dos seres vivos. Darwin por apresentam uma maior documentação sobre a teoria da evolução, foi quem mais a defendeu.
Suas idéias foram publicadas no ano de 1859 no livro “A origem das espécies através da seleção natural”. A Teoria da evolução criada por Darwin é fruto de uma viagem, por 5 anos pela América do Sul e depois numa volta ao mundo, abordo do Beagle, navio de inspeção inglês.
Os princípios básicos propostos por Darwin e Wallace:
- Todo organismo produz uma grande quantidade de células reprodutoras, mas apenas algumas originam indivíduos que chegam à idade adulta.
- O número de indivíduos de uma espécie mantém-se mais ou menos constante no decorrer das gerações.
- Os indivíduos de uma mesma espécie não são todos idênticos, mas apresentam variações em todos os caracteres.
- É muito grande a taxa de mortalidade, nascem muito mais indivíduos do que os que atingem a maturidade.
- A transmissão de caracteres dos pais para os filho é um fato.
- Face a desproporção entre o crescimento da população e a quantidade de alimento disponível, os indivíduos empenham-se numa “luta pela vida”. – Baseado na Teoria de Thomas Malthus.
- Malthus afirmou que, as populações crescem numa progressão geométrica, enquanto as reservas alimentares para elas crescem segundo, numa progressão aritmética.
- Em face da desproporção entre o crescimento da população e quantidade de alimento disponível, os indivíduos empenham-se numa “luta pela vida”. No final dessa luta, seriam selecionados os mais fortes ou os mais aptos, decorrendo então a “seleção natural”.

Os erros de Darwin
1. Valeu-se das idéias Lamarquistas, no que se refere a passagem dos caracteres adquiridos. Pois não havia os conhecimentos dos genes e dos cromossomos, bem como a ocorrência de mutações. 2. A comparação feita com a teoria de Thomas Malthus entre população e alimento. As progressões geométrica e aritmética não são mais aceitas, ainda que se admita que as populações tenham uma taxa de crescimento não acompanhada pela produção de alimento.
3. A “luta pela vida” não se faz de indivíduo contra indivíduo, mas entre os indivíduos e o meio ambiente.


Darwin x Lamarck
O lamarckismo admite que características novas são adquiridas por imposição do ambiente, enquanto o darwinismo considera que as características já existentes são apenas selecionadas pelo ambiente. É na influência do ambiente que resiste a maior diferença entre as duas idéias. Entretanto, o darwinismo clássico é considerado incompleto, por não explicar as causas das variações existentes entre os componentes de uma certa população.


Mutacionismo (Neodarwinismo)
O mutacionismo foi criado por Hugo de Vvies (Holanda, 1848 –1935), a partir dos estudos feitos por Johann Gregor Mendel (Áustria, 1822 – 1884), que estabeleceu as bases da genética, dando condições reais para provar o mecanismo que provoca as variações nos indivíduos.
Inicialmente, corrige o grande erro da hipótese de Darwin, eliminando a hereditariedade dos caracteres adquiridos, mas se mantendo fiel à idéia da seleção natural.
As variações surgem nos indivíduos de uma espécie em conseqüência de alterações do material genético, transmitido de pai a filhos através dos gametas.
Os genes sofrem ou podem sofrer ocasionalmente modificações espontâneas, mas não provenientes de qualquer reação intencional do organismo a fim de se adaptar ao meio. “A mutação é um fenômeno acidental”, que pode tornar o indivíduo mais adaptado ao meio ou não.


A Teoria Sintética ou Moderna ou Neodarwinismo O mutacionismo como teoria não solucionou completamente o problema de explicar o mecanismo da evolução das espécies. A teoria moderna ou sintética, a mais completa, associa o conhecimento das mutações às idéias de luta pela vida e seleção natural, de Darwin, acrescentando a valorização do isolamento geográfico ou sexual.
A teoria sintética sustenta-se sobre os seguintes pontos:
- Mutação como fator de variação dentro da espécie.
- Acaso (nunca intencional)
- Luta pela vida (indivíduo x meio ambiente)
- Seleção natural e isolamento
A soma desses fatores deve responder pelo transformismo das espécies.
Entre os exemplos temos: - A Raça Âncon de carneiros (pernas curtas)
- A laranja baía (1870)
- Algumas mutações cromossomiais, com a síndrome de Down (1/1600), Klinefelter (1/500) e etc.
Os indivíduos como essas alterações não se reproduzem e, portanto, não se pode dizer que a alteração seja herdada.
Outro fator importante sobre a Teoria Sintética é o papel do isolamento
Se duas variedades de uma mesma espécie se mantêm isoladas geograficamente ou sexualmente, elas evoluem em sentidos diversos até um ponto em que as diferenças nos seus instintos sexuais, na sua anatomia ou mesmo na estrutura dos seus cromossomos passam a impossibilitar, o cruzamento ou reprodução entre elas. E se cruzarem, não dever ocorrer a fecundação. Se tal ainda se der, a prole resultará estéril.
Ex.
Cavalo + Jumento Þ Burro ou Mula (estéril)
As três raças humanas (branca, negra e mongólica), por não manterem isolamento sexual, têm-se mantido estáveis.


Variações nas Populações
Irradiação Adaptativa
É o processo de diferenciação progressiva que sofre os indivíduos de uma espécie, quando em populações isoladas umas das outras, permitindo que cada grupa se afaste do tipo original e dos demais grupos segregadores.
Uma vez isoladas por barreiras geográficas (cordilheiras, desertos, oceanos e etc), essas populações vão sofrendo mutações que somam independentemente em cada grupo, lentamente se diversificando.
Embora, todos os mamíferos atuais são descendentes de um tronco inicial (ancestral), a irradiação adaptativa permitiu que, ao longo de milhões de anos, eles se diversificassem.
A irradiação adaptativa está intimamente relacionada ao fenômeno das adaptações.

As adaptações são transformações não-intencionais que uma espécie sofre ao longo do tempo, produzidas por mutações que ocorrem ao acaso. Uma espécie pode se adaptar a temperatura, (criando pêlos para resistir ao frio), ao meio aquático (desenvolvendo nadadeira), à água salgada ou doce (aprimorando mecanismos de eliminação dos sais e água), à competição na luta
Um tipo especial de adaptação é a chamada adaptação convergente ou convergência, onde uma espécie sofre transformações que adaptam a um ambiente para o qual outras espécies também sofreram adaptações semelhantes.

Evidências evolutivas
A homologia
Os chamados órgãos homólogos são aqueles que apresentam a mesma origem embrionária, podendo desempenhar funções semelhantes ou não. Isto significa que diferentes organismos tiveram uma origem evolutiva comum. Como exemplos de órgãos homólogos, temos:
Braço humano, asas do morcego, nadadeiras anteriores do golfinho e patas anteriores do cavalo.
Os órgãos homólogos decorrem de uma irradiação adaptativa, em que um ancestral, desenvolve vários grupos que exibem linhas evolutivas divergentes.


A analogia
Os órgãos análogos são os que desempenham funções semelhantes, embora possam ter origem embrionária diferente.
Como exemplos de órgãos análogos, temos:
Nadadeiras da baleia e do tubarão. O fato de terem a mesma função não significa que tenham parentesco evolutivo.
Órgãos vestigiais
São órgãos que se mostram desenvolvidos e funcionalmente ativos em certos grupos de animais inativos (atrofiados) em outros.. Considera-se que os órgãos vestigiais revelam a existência de parentescos evolutivos entre espécies diferentes. Como exemplos, temos:
O apêndice vermiforme e o cóccix.